Fotograma 02

Fotograma 02 | 40 x 120 cm | from left to right: (A) detail: mark of the building’s shadow, 2008 03/06/2008 at 14:30h; (B) photo documentation at 08/03/2008 at 14:30h; (C) Measuring the shadow’s perimeter of the Faculty of Letters – Federal University of Rio de Janeiro building at a specific day and time: 03/06/2008, 14:30h | 2008.

The perimeter of the shadow from the building was calculated at a specific day and time: 03/06/2008 at 14:30h. The projection on the grass surface was marked. In this work I used the same process of a photogram but it is using a higher scale: the grass instead of a photographic piece of paper and the sun instead of the artificial light. The size of the shadow projected on the grass is covered with plastic at this specific time and day. After occurring non-photosynthesis during ten days with the plastic covering the grass, its colors gets brighter than the rest of the grass that surrounds the building. After two weeks the grass comes back to its natural color. Once this mark on the grass is made using this technique, the future shadow/projection of this building will only be perfectly juxtaposed in the years after at the same moment. During this ephemeral installation, happens a spatial synchrony: the brighter grass marked previously and the real time shadow, both at the same time.
 

Este trabalho procura reunir várias representações de tempos distintos, como o presente contínuo, o passado, o ‘natural’ e o cronológico. O trabalho se desenvolve em uma imagem que imprime na sua materialidade, o transcorrer do tempo. Um pedaço de plástico cobre a sombra projetada de um prédio em um gramado em sua volta. O plástico é retirado depois de duas semanas. A falta de sol embaixo desse plástico fará com que a grama empalideça deixando-a mais clara do que o resto do gramado, igualando-se ao processo dos fotogramas. O plástico é posto por cima de uma marcação previamente estabelecida referente à sombra do horário das 14:30 do dia 03/06/2008, previamente marcada pela carta solar. Uma vez a grama ‘descolorida’, a futura sombra projetada pelo prédio só irá se justapor perfeitamente a ela no mesmo mo- mento do próximo ano, causando assim um efeito de sincronia espacial e temporal entre a sombra e a marca. Apesar do efeito acima descrito, a sobreposição de um tempo passado a um presente contínuo concentra a idéia de dois tempos distintos em um só espaço. O processo é realizado a partir de uma técnica fotográfica primitiva, cuja imagem final é impressa de forma negativa, isto é, através do bloqueio da luz na grama. Portanto, trata-se de um trabalho parcialmente fotográfico, no qual a fotografia é re-escalonada em um suporte tridimensional. Tal suporte é superdimensionado, pois abrange desde um elemento macrocósmico, o raio do sol, quanto um microcósmico, a fotossíntese da grama. O lugar escolhido para a realização deste trabalho é o cam- pus da UFRJ na Ilha do Fundão, mais precisamente no prédio da Faculdade de Letras. Tal espaço é um ambiente que é (re) conhecido somente através de sua imagem.

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